Nova publicação: Variabilidade das concentrações de fuligem

Atualmente, estamos no meio da estação das secas na bacia central da Amazônia, onde o ATTO está localizado. Esta época do ano é sempre caracterizada por muitas queimadas de biomassa, naturais e antropogênicas. Incêndios produzem aerossóis, como fuligem. Mas a situação não é a mesma todos os anos.

Nossos pesquisadores estudaram a concentração de partículas de aerossóis absorventes de luz no ATTO durante um período de 5 anos, de 2012 a 2017. Eles descobriram que a concentração de aerossóis aumentou significativamente durante o El Niño de 2015-2016. Durante esse período, a estação das secas durou mais que o normal e os incêndios florestais e agrícolas ocorreram com muito mais frequência em comparação a outros anos.… Continue reading

Nova Publicação: Composição de aerossóis e dinâmica de nuvens

As propriedades e a dinâmica das nuvens são extremamente dependentes dos tipos e das quantidades de partículas de aerossol na atmosfera. Elas agem como os chamados núcleos de condensação quando iniciam a formação de gotículas de nuvens. Portanto, é essencial ter um entendimento profundo dos padrões de emissão, das propriedades e da variabilidade sazonal dos aerossóis em relação aos ciclos de vida das nuvens. Para atingir esse objetivo, nosso grupo de aerossóis conseguiu registrar esses dados no ATTO. Ao longo de um ano inteiro, mediram continuamente os aerossóis e suas propriedades na atmosfera na torre de 80 m. Assim, criaram o primeiro registro de longo prazo na Amazônia.… Continue reading

Nova Publicação: Emissões vulcânicas africanas chegam à Amazônia

Um dos objetivos do ATTO é estudar o transporte de longo alcance de partículas, como o sulfato, que atravessam o Atlântico e chegam até a floresta amazônica e também entender melhor o ciclo do carbono.

Uma boa oportunidade para isso surgiu em 2014. Alguns dos vulcões mais ativos em todo o mundo, os vulcões Nyamuragira e Monte Nyiragongo no Congo, na África Central, entraram em violenta erupção. Durante essa erupção, eles emitiram muito dióxido de enxofre (SO2) na atmosfera. Este gás é posteriormente convertido em partículas de sulfato por oxidação. Geralmente, essas partículas são diluídas na atmosfera à medida que se misturam com outras partículas.… Continue reading

Nova publicação sobre aerossóis na Amazônia

Cientistas do nosso grupo de aerossóis publicaram um novo “Long-term study on coarse mode aerosols in the Amazon rainforest with the frequent intrusion of Saharan dust plumes”.

Os cientistas analisaram a parte grossa de aerossóis (aqueles com pelo menos 1 micrômetro de diâmetro) a cada 5 minutos durante mais de 3 anos e ficaram surpresos ao descobrir que, ao longo desse período, o tamanho e a abundância dessas partículas “grandes” de aerossol permaneceram razoavelmente constantes. Por outro lado, os aerossóis menores são extremamente influenciados pela ocorrência sazonal de fumaça dos incêndios. Essa parte grossa, no entanto, é composta principalmente de aerossóis derivados da própria floresta tropical (como o pólen).… Continue reading