Transporte de fumaça rica em carbono preto da África para a Amazônia

Quando as florestas queimam, os incêndios produzem muita fumaça. E essa fumaça geralmente contém fuligem, também chamada de “carbono preto”. As partículas de carbono preto são aerossóis que absorvem a radiação e, como tal, podem aquecer a atmosfera e o clima da Terra. Mas ainda temos muito que aprender sobre aerossóis, suas propriedades e distribuição na atmosfera. Como por exemplo a questão de como o carbono preto emitido pela queima de biomassa na África (ou seja, florestas, pradarias, savanas etc.) é transportado através do Atlântico e para a bacia amazônica e qual é o seu papel lá. Bruna Holanda e coautores abordaram o assunto combinando dados do nordeste da Amazônia coletados pela aeronave de pesquisa HALO durante a campanha ACRIDICON-CHUVA em setembro de 2014, com dados de longo prazo do ATTO.

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Quando é que os fungos liberam seus esporos?

As emissões de esporos de fungos são um fator importante que contribui para os aerossóis biogênicos, mas ainda precisamos entender em que condições os fungos liberam seus esporos. Nina Löbs e coautores desenvolveram uma nova técnica para medir emissões de organismos isolados e fizeram testes no ATTO e experimentos controlados em laboratório. Os autores publicaram os resultados na revista “Atmospheric Measurement Techniques” do Open Access.

large tropical fungi
Fungi of the species Rigidoporus microporus, on which they studied fungal spore emissions. © Sebastian Brill / MPI-C

Os aerossóis desempenham um papel importante em vários processos atmosféricos e, em particular, na formação de nuvens. Portanto, é importante saber como eles são produzidos.

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Condições atmosféricas durante tempestades convectivas sobre a floresta tropical

Tempestades convectivas costumam ocorrer nos trópicos e têm o potencial de perturbar a parte inferior da atmosfera. Elas podem até melhorar a saída de gases vestigiais do dossel da floresta para a atmosfera acima. Para entender melhor esses processos, Maurício Oliveira e coautores usaram a infraestrutura do ATTO para estudar os fluxos de tempestades durante a noite. Eles publicaram os resultados em um novo artigo na revista Atmospheric Chemistry and Physics do Open Access.

Por que chove com tanta frequência nos trópicos? O motivo é uma mistura de diversos fatores, mas o mais importante é que é muito quente e muito úmido na maior parte do tempo.

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Nova publicação: Secas afetam o fluxo de folhas na Amazônia

O inverno está chegando. Isto é, no hemisfério norte. Nas regiões do norte, as folhas das árvores já estão caindo nesta época do ano, seguidas pelas belas cores de outono. Florestas tropicais como a Amazônia não têm estações tão acentuadas e são sempre verdes. No entanto, as folhas mesmo assim caem e novas nascem regularmente cerca de uma vez por ano. Ainda não compreendemos completamente o que impulsiona a sazonalidade do fluxo de folhas. Mas agora sabemos que é um processo de extrema importância, pois influencia a capacidade fotossintética da floresta. Em suma, as folhas novas são mais eficazes que as velhas na realização da fotossíntese e no sequestro de carbono.

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Nova Publicação: Região da pegada do ATTO

Christopher Pöhlker e coautores publicaram um extenso artigo novo caracterizando a região da pegada do ATTO. Eles esperam que pesquisadores da região amazônica possam usar essa publicação como recurso e trabalho de referência para incorporar as observações do ATTO a um contexto maior de desmatamento na Amazônia e de mudança no uso da terra. Pöhlker et al. publicaram o artigo Atmospheric Chemistry and Physics Volume 19.

Na pesquisa, os autores usaram backward trajectories para primeiro definir a região da pegada do ATTO. Com essa abordagem de modelagem, é possível rastrear massas de ar na atmosfera ao longo do caminho do transporte presumido para o ATTO.

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