Bem-vindo

Bem-vindo ao nosso site do ATTO, o Observatório da Torre Alta da Amazônia – um projeto de pesquisa da Amazônia.

Esse local de pesquisa se encontra no meio da floresta amazônica no norte do Brasil, cerca de 150 quilômetros ao norte de Manaus. Ele é gerido em conjunto por cientistas da Alemanha e do Brasil. O objetivo é registrar continuamente dados meteorológicos, químicos e biológicos, como a concentração de gases de efeito estufa. Com a ajuda desses dados, esperamos obter novas perspectivas sobre como a Amazônia interage com a atmosfera acima e o solo abaixo. Como a região é de supra importância para o clima mundial, entender melhor esses processos complexos é essencial. Só então seremos capazes de fazer previsões climáticas mais precisas.

Dê uma olhada no nosso site para saber mais sobre a pesquisa realizada no ATTO e nos laboratórios e escritórios ao redor do mundo. Por favor, repare que nosso site ainda está em construção e mais conteúdo será adicionado. Não se esqueça de conferir em breve! Você também pode nos seguir nas redes sociais para obter mais informações sobre o dia-a-dia dos cientistas do ATTO e se manter atualizado sobre as últimas notícias e eventos.

Sessão da floresta amazônica na EGU 2020

Estamos mais uma vez convidando você a trazer a floresta amazônica, ou melhor, sua pesquisa da Amazônia para a Assembleia Geral da União Europeia de Geociências (EGU) 2020! Convocamos a sessão “Amazon forest – a natural laboratory of global significance” – um lugar que proporcionará uma troca vívida e cientificamente frutífera entre diversos pesquisadores de variados grupos e projetos sobre as florestas amazônicas – incluindo o ATTO.

Call for Abstracts for EGU 2020 Session on the Amazon forest
Amazon forest – a natural laboratory of global significance

The Amazon forest is the world’s largest intact forest landscape. Due to its large biodiversity, carbon storage capacity, and role in the hydrological cycle, it is an extraordinary interdisciplinary natural laboratory of global significance. In the Amazon rain forest biome, it is possible to study atmospheric composition and processes, biogeochemical cycling and energy fluxes at the geo-, bio-, atmosphere interface under near-pristine conditions for a part of the year, and under anthropogenic disturbance of varying intensity the rest of the year. Understanding its current functioning at process up to biome level in its pristine and degraded state is elemental for predicting its response upon changing climate and land use, and the impact this will have on local up to global scale. This session aims at bringing together scientists who investigate the functioning of the Amazon and comparable forest landscapes across spatial and temporal scales by means of remote and in-situ observational, modelling, and theoretical studies. Particularly welcome are also presentations of novel, interdisciplinary approaches and techniques that bear the potential of paving the way for a paradigm shift.

Convener: Jošt Valentin Lavrič | Co-conveners: Alessandro Araújo, Carlos Alberto Quesada, Matthias Sörgel

A sessão será semelhante à deste ano, com duas grandes diferenças:

1) Abrimos a sessão explicitamente para aqueles que estudam não apenas a floresta tropical intacta/pristina, mas também áreas depredadas (e sua interface).

2) A sessão será de apresentações de conteúdo interativo.

O prazo do envio dos resumos é dia 15 de janeiro. E aliás: Para esta reunião, a EGU reembolsará TODAS as viagens relacionadas a emissões de CO2 dos participantes.

Nova publicação: Secas afetam o fluxo de folhas na Amazônia

Winter is coming. In the northern hemisphere that is. In these regions, trees are shedding their leaves this time of year, preceded by those beautiful fall colors. Tropical forests like the Amazon do not have such pronounced seasons and are evergreen. Yet they still shed leaves and flush new ones fairly regularly about once a year. What drives the seasonality of leaf flushing we still do not fully understand. But we do now know that this is a really important process because it influences the photosynthetic capacity of the forest. Simply speaking, young leaves are more effective than old ones in performing photosynthesis and sequestering carbon. This means that trees with lots of old leaves are less productive than after flushing new leaves.

new leaves are often bright green
© Martin Kunz / MPI-BGC

Em um novo estudo, Nathan Gonçalves e coautores agora querem responder duas questões importantes relacionadas a esse tema.

1) Eventos climáticos extremos como as secas influenciam a queda das folhas e, portanto, a idade média das folhas e a capacidade fotossintética da floresta?

E 2) É possível monitorar mudanças mais sutis associadas a eventos extremos (em comparação às mudanças de estação) com satélites?

Para responder a primeira pergunta, os autores estudaram o El Niño de 2015/2016, que se manifestou como uma seca extrema na bacia amazônica. Os pesquisadores descobriram que muitas árvores germinam folhas novas logo após o término da seca, cerca de quatro meses antes de outros anos. Isso resultou em folhas mais maduras muito mais cedo que o de costume. Essa mudança na idade das folhas acabou por impactar a capacidade fotossintética por cerca de 1,5 anos após a seca.

Para responder a segunda pergunta, os pesquisadores compararam fotos de câmeras posicionadas na torre alta do ATTO com dados de satélite. No passado, os dados do sensoriamento remoto enfrentavam alguns desafios (como nuvens que cobriam o céu, por exemplo) até que os cientistas desenvolveram um novo método de correção chamado MODIS-MAIAC. Esse método foi comprovado na detecção de grandes mudanças sazonais na idade das folhas. Gonçalves e coautores já podem comprovar que também podem captar as pequenas mudanças anômalas causadas pela seca do El Niño.

O artigo foi publicado em “Remote Sensing of Environment” e está disponível aqui (Closed Access): Both near-surface and satellite remote sensing confirm drought legacy effect on tropical forest leaf phenology after 2015/2016 ENSO drought.

Troca e Síntese: Workshop do ATTO 2019

Em setembro, os cientistas do projeto ATTO se reuniram em Manaus para o nosso workshop de 2019. Para a nossa alegria, representantes do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), gerente de projetos do lado alemão, e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil podem se juntar a nós durante a semana toda.

Este já foi nosso terceiro workshop, embora nunca tivéssemos tido um nessa escala antes. Ao contrário dos anteriores, o foco deste encontro não foi exatamente tópicos técnicos ou administrativos. Em vez disso, nós o dedicamos à troca científica. Como resultado, muitos dos mais de 100 participantes eram estudantes de mestrado e doutorado. O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) sediou o workshop no Bosque de Ciência, no campus do INPA. Ele se encontra idilicamente em uma floresta primária da Amazônia. Inesperadamente, conseguimos até ver macacos correndo pelo auditório, algo que só surpreendeu os participantes que estavam lá pela primeira vez.

Continue reading"Troca e Síntese: Workshop do ATTO 2019"

Boletim nº3

O terceiro boletim do ATTO chegou! Ele traz anúncios sobre o workshop do ATTO, uma nova série de palestras para cientistas do ATTO no INPA e um detalhamento de novas publicações. A série “Conheça a equipe” também está de volta, maior e melhor, agora incluindo novatos e veteranos de projetos!

Para receber o boletim, se inscreva na nossa lista de e-mails, se inscreva no feed RSS ou nos siga nas mídias sociais. Todos os boletins também serão arquivados aqui no site.

Aproveite a leitura!

Nova Publicação: Região da pegada do ATTO

Christopher Pöhlker e coautores publicaram um extenso artigo novo caracterizando a região da pegada do ATTO. Eles esperam que pesquisadores da região amazônica possam usar essa publicação como recurso e trabalho de referência para incorporar as observações do ATTO a um contexto maior de desmatamento na Amazônia e de mudança no uso da terra. Pöhlker et al. publicaram o artigo Atmospheric Chemistry and Physics Volume 19.

Na pesquisa, os autores usaram backward trajectories para primeiro definir a região da pegada do ATTO. Com essa abordagem de modelagem, é possível rastrear massas de ar na atmosfera ao longo do caminho do transporte presumido para o ATTO. Como as regiões de origem dos vestígios de gases e aerossóis observados podem estar a milhares de quilômetros de distância, não foram necessariamente rastreadas desde o início. Em vez disso, os autores definiram a região do continente sul-americano sobre a qual a atmosfera interage mais intensamente com a superfície terrestre abaixo. Tais interações podem ser a troca de gases, captar o vapor de água ou liberá-los através da precipitação, ou alterar o conteúdo do aerossol (por exemplo, limpar os aerossóis com chuva ou absorver novos aerossóis que estão dispersos na atmosfera).

A direção e a velocidade do vento moldam principalmente a localização e o tamanho da região da pegada. No ATTO, isso depende em grande parte da mudança sazonal da zona de convergência intertropical (ZCIT). Os autores encontraram um caminho para a direção nordeste durante a estação de chuvas, com o ar movendo-se amplamente sobre a floresta tropical intocada. Durante a estação das secas, o ar segue um caminho mais para a direção sudeste sob a influência de áreas agrícolas. Em segundo lugar, os autores caracterizaram ainda mais essa área da pegada do ATTO. Eles analisaram a questão em termos de clima, cobertura e uso da terra, regimes de fogo e cenários atuais e futuros de desmatamento. Eles enfatizaram as transformações causadas pelo homem na Amazônia e como isso influenciará os dados observados no ATTO. Embora ainda seja possível estudar partes intocadas da floresta tropical hoje, os autores concluem que esse fato provavelmente diminuirá no futuro. Em contraste, os sinais atmosféricos de perturbações florestais provocadas pelo homem e relacionadas às mudanças climáticas aumentam em frequência e intensidade.